Ano: 1997
Título:
OBTENÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORMULAÇÕES DE LIBERAÇÃO CONTROLADA DE DIURON/LIGNINA
Autor: PEREIRA, Cleyde Alves
Orientador: André Luís Ferraz
Banca
Examinadora:
Joel Irineu Fahl André Ribeiro Cotrim
Resumo: Foram produzidas formulações de liberação controlada do herbicida diuron utilizando lignina de bagaço de cana como matriz polimérica em diferentes condições de processamento (temperatura, tempo e concentração inicial de diuron). A quantidade de diuron final foi determinada para o estabelecimento da porcentagem de diuron liberável destas formulações. As formulações foram ainda caracterizadas quanto à densidade aparente e quanto a interações químicas do diuron com a lignina através de análise de FTIR.
A reprodutibilidade do método de formulação foi estudada a partir de quintuplicatas de formulações obtidas a 220°C, 3 min, contendo uma proporção de lignina/diuron de 1:1. Nestas formulações a quantidade de diuron liberável foi de 84 ± 4% e com um desvio padrão 4,8%, e tempo necessário para a liberação de 50% do diuron liberável (T50) foi de 172 ± 27 dias e com um desvio padrão 15,7%.
Todas as formulações foram submetidas a ensaios de liberação em água, por meio de um sistema estático para a determinação da velocidade de liberação do diuron. Uma análise de regressão Linear Multivariada (RLM) estatística dos resultados mostrou que a velocidade de liberação do diuron depende fortemente de sua concentração final na formulação e tempo de processamento. Para formulações com concentração final de diuron acima de 40% a velocidade de liberação foi aproximadamente a metade da encontrada para as formulações com concentração final inferior a 30%. O mecanismo de liberação do diuron através da matriz foi comprovado indiretamente pelo ajuste do modelo de mecanismo de difusão.
Após a determinação da constante de velocidade de liberação de diuron (k´) em água, foram produzidas novas formulações de liberação controlada para testes comparativos de lixiviação e eficiência no controle de plantas daninhas em relação a uma formulação convencional (karmex DF). Nos ensaios de lixiviação em coluna de solo, 70% do diuron aplicado foi recuperado na região de aplicação da formulação (karmex DF) ou nos grânulos (liberação controlada). Do restante, 12% permaneceram na primeira camada (0-2,5 cm) e 1-3% na Segunda camada (2,5-5,0 cm). Os ensaios de eficiência no controle de plantas daninhas utilizando pepino caipira (Curcumis sativus) como planta teste realizados em vasos, demonstraram que as formulações de liberação controlada forma tão eficientes quanto a formulação convencional do diuron, num período de 220 dias de aplicação.

Retorna