| Ano: | 1997 | ||||||
| Título: |
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| Palavra Chave: | Biotecnologia | Fungos Deuteromicetos | Ácido Tânico | Ácido Húmico | Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos | Enzimas Ligninolíticas | |
| Autor: | CLEMENTE, Andréa Roberta | ||||||
| Orientador: | Lúcia Regina Durrant | ||||||
| Banca
Examinadora: |
Tânia Akiko Anazawa | Maria das Graças de Almeida Felipe | |||||
| Resumo: | Os fungos de decomposição branca são hábeis para degradar lignina e uma grande variedade de compostos aromáticos altamente recalcitrantes. Esta habilidade é devido a ação das enzimas ligninolíticas (Lignina-peroxidase [ LiP] ; manganês peroxidase [ MnP] ; e lacase), produzidas por esses fungos. Treze fungos isolados de uma região que é rica em ácidos húmicos, foram crescidos em meio contendo ácido tânico, ácido húmico ou PAHs – naftaleno, fenantreno e antraceno – como fontes de carbono. Embora esses fungos não pertençam a classe dos Basidiomicetes, eles produziram enzimas ligninolíticas em níveis variáveis, que foi dependente do tempo de cultivo e também da fonte de carbono utilizada. Quando o ácido tânico foi utilizado como fonte de carbono somente duas linhagens (898 e 1051) apresentaram atividade de LiP (4,7 e 1,9 U/L) depois de 3 dias de crescimento. A atividade de MnP também foi produzida (20,0 e 11,0 U/L). Utilizando-se ácido húmico como fonte de carbono, somente a linhagem 898 apresentou LiP depois de 9 dias de crescimento (0,34 U/L). Duas linhagens (480 e 1040) apresentaram decolorização do meio de cultivo após 32 dias de crescimento. O desaparecimento dos PAHs foi determinado por Cromatografia Líquida de alta Eficiência (CLAE) em coluna C18 de fase reversa, e houve variação dependendo do composto e também das enzimas ligninolíticas presentes no sobrenadante. Alta degradação do naftaleno foi produzida pela linhagem 984, tendo atividades de MnP (2,6 U/L) e lacase (0,7 U/L), seguido pela linhagem 870 que apresentou atividade de LiP e lacase. A degradação do fenantreno foi observada no sobrenadante da linhagem 837 tendo atividade de MnP (3,87 U/L) e lacase (0,25 U/L). As linhagens 837 e 984 também apresentaram bons níveis de degradação de fenantreno. A degradação do antraceno foi produzida pela linhagem 870 apresentando atividade de MnP (2,97 U/L) e lacase (0,53 U/L). As linhagens 710 e 984 também apresentaram degradação deste composto. | ||||||