Ano: 1997
Título:
PRODUÇÃO E UTILIZAÇÃO DE COMPLEXOS ENZIMÁTICOS DE DIFERENTES FUNGOS NO BIOBRANQUEAMENTO DE POLPA KRAFT
Palavra Chave: Biotecnologia Enzimas Lacase Lignina Peroxidase Manganês Peroxidase Polpa Celulósica: Biobranqueamento
Autor: MONTEIRO, Milva Casagrande
Orientador: Maria Bernadete de Medeiros
Banca
Examinadora:
José Mangolini Neves André Luís Ferraz
Resumo: Este trabalho consistiu na produção de enzimas ligninolíticas e na sua aplicação no biobranqueamento de pastas celulósicas. As enzimas utilizadas foram produzidas pelos fungos Phanerochaete crysosporium (LIP) e Trametes versicolor (MNP e lacase). A produção de enzimas por Punctularia artropurpurascens também foi estudada. Este fungo mostrou-se eficiente na produção de lacase e MNP em meio sólido enriquecido com polpa, entretanto, nas condições estudadas de cultivo submerso, os níveis de atividade obtidos não foram satisfatórios.
Com relação ao biobranqueamento enzimático, amostras de celulose Kraft de eucalipto foram submetidas a uma etapa de pré-branqueamento com as enzimas LIP, MNP e lacase separadamente. Após a etapa enzimática, foi aplicada uma seqüência ECF de branqueamento químico. A avaliação dos tratamentos foi feita através da deslignificação (número Kappa), viscosidade e seletividade. Nesta primeira etapa, o pré-branqueamento com lacase apresentou os melhores resultados. Numa Segunda fase, foram avaliados os efeitos do pré-branqueamento com lacase em duas condições de temperatura e pH (pH 5,0, 30°C e pH 7,8, 55°C), assim como, o tratamento seqüencial com xilanase e lacase. Para estas amostras foi aplicada uma seqüência longa de branqueamento ECF (seqüência DEDED) e, em alguns casos, uma extração alcalina associada ao oxigênio ou ao peróxido de hidrogênio.
Utilizando-se a seqüência de branqueamento químico DEDED, os melhores resultados foram os obtidos em amostras pré-branqueadas com lacase a pH 7,8 e temperatura de 55°C, atingindo alvura de 89,5% ISO e reversão da alvura de apenas 2,9%. Para as amostras submetidas à extração alcalina com oxigênio e com peróxido, os valores de alvura atingiram 89,8% ISO e 90,7% ISO, respectivamente. Nos três casos, os valores de alvura foram superiores ao ensaio controle com dióxido de cloro (alvura de 89% ISO) e com cloro (alvura de 89,3% ISO) e, as viscosidades finais apresentaram valores compatíveis com as pastas branqueadas industrialmente.

Retorna