Ano: 1999
Título:
DEFINIÇÃO DAS CONDIÇÕES INICIAIS PARA A PRODUÇÃO DE 2,3-BUTANODIOL EM SISTEMA DESCONTÍNUO ALIMENTADO
Palavra Chave: Biotecnologia Fermentação 2,3-Butanodiol Hidrolisado Hemicelulósico: Eucalipto
Autor: GARCIA, Andréa Dória
Orientador: Arnaldo Márcio Ramalho Prata
Banca
Examinadora:
Alfredo Eduardo Maiorano Adalberto Pessoa Junior
Resumo: Neste trabalho estudou-se a produção de 2,3-butanodiol por fermentação em regime descontínuo alimentado, a partir de hidrolisado hemicelulósico de eucalipto, empregando-se a bactéria Klebsiella pneumoniae.
Com o objetivo de obter maiores valores de produtividade mássica em 2,3-butanodiol foram estudados alguns fatores que influenciam o processo, como o coeficiente volumétrico de transferência de oxigênio (KLa) e a adaptação do microrganismo ao meio. Empregando-se um planejamento estatístico pôde-se avaliar o efeito dessas varáveis sobre a formação de produto e obter um modelo matemático para a produtividade mássica em 2,3-butanodiol, ao nível de 95% de confiança. O ponto máximo de produtividade (2,3 g/h) foi obtido empregando-se um valor de kLa igual a 100 h-1 e sem adaptação da bactéria.
Utilizando-se as condições previstas pelo modelo para a maior produtividade, realizou-se ensaios visando estabelecer o momento mais adequado para o início da alimentação. Iniciou-se a alimentação nos instantes de máxima velocidade de consumo de substrato (-ds/dtmax), máxima velocidade específica de formação de produto (m pmax), máxima velocidade específica de consumo de substrato (m smax) e máxima velocidade específica de crescimento (m xmax). A melhor produtividade (2,9 g/h, que corresponde a 2,15 g/L.h) foi obtida quando se iniciou a alimentação no instante de velocidade máxima de consumo de substrato, cerca de 4 horas após a inoculação do meio.
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