| Ano: | 2000 | |||
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| Palavra Chave: | Biotecnologia | Bagaço de cana | Explosão a Vapor | Xilose |
| Autor: | MATTOS, Luane Reni | |||
| Orientador: | Flávio Teixeira da Silva | |||
| Banca
Examinadora: |
Luiz Pereira Ramos | Adilson Roberto Gonçalves | ||
| Resumo: | Bagaço de cana foi pré-tratado por explosão a vapor em um reator de aço inoxidável com capacidade de 0,65L. Os experimentos foram efetuados a temperaturas de 118 a 222°C, com tempos de residência de 4,1 a 59 min e quantidades de ácido sulfúrico variando de 1 a 12,9 mmloes/g, usando-se 10g de bagaço (base seca). A influência dessas variáveis sobre as quantidades de bagaço de cana, xilana, glucana, grupos acetil e lignina solubilizadas e sobre os derivados desses polissacarídeos e derivados da lignina foram investigados através de experimentos baseados em análise estatística multivariada, aplicando planejamento fatorial e a metodologia de superfícies de resposta. Foram estudados três planejamentos fatoriais. Os níveis utilizados para temperatura, tempo e quantidade de ácido nos planejamentos são mostrados abaixo. Os resultados mostraram que a quantidade de bagaço solubilizada aumentou com a severidade do processo e ocorreu em duas fases: a primeira controlada pela hidrólise da xilana e da celulose amorfa e a Segunda pela hidrólise da celulose cristalina. Em condições drásticas a quantidade de bagaço solubilizado diminuiu devido as reações de condensação da lignina e compostos furânicos derivados das reações de desidratação dos açúcares. Nas condições estudadas praticamente todas as xilanas presentes no bagaço de cana foram solubilizadas. O modelo matemático resultante do planejamento fatorial 2 projetou um rendimento de xilose no hidrolisado de 81% para bagaço pré-tratado a 130°C, contendo 12,9 mmloes/g de ácido e tempo de reação entre 41 e 59 min. As reações de degradação das xiloses foram favorecidas para pré-tratamentos efetuados com temperaturas superiores a 170°C e tempos de reações maiores que 30 min. | |||
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