Ano: 2000
Título:
ESTUDO DA IMOBILIZAÇÃO DE Candida guilliermondii FTI 20037 PARA OBTENÇÃO DE XILITOL EM HIDROLISADO HEMICELULÓSICO DE BAGAÇO DE CANA-DE-AÇÚCAR
Palavra Chave: Biotecnologia Xilitol Hidrolisado de Bagaço de cana  Células Imobilizadas
Autor: CARVALHO, Walter de
Orientador: Sílvio Silvério da Silva
Banca
Examinadora:
Michele Vitolo Ismael Maciel de Mancilha
Resumo: Um planejamento fatorial completo foi utilizado para verificar se a variação dos níveis dos parâmetros da imobilização celular em gel de alginato de cálcio poderia exercer efeitos sobre a estabilidade química do suporte e sobre a capacidade fermentativa das células imobilizadas. Os parâmetros de imobilização testados foram concentração de alginato de sódio (1%, 1,5% e 2%), concentração de cloreto de cálcio (0,1 M, 0,15 M e 0,2 M) e tempo de cura das esferas (12 h, 18 h e 24 h). Os ensaios fermentativos foram conduzidos em frascos Erlenmeyer de 125 mL incubados em estufa com movimento rotatório a 30 °C e 200 rpm por 72 h. De acordo com os resultados, a variação dos parâmetros de imobilização exerceu influências com intensidades variadas sobre a estabilidade química do suporte e sobre a capacidade fermentativa das células imobilizadas. A análise geral dos resultados obtidos levou à conclusão de que a concentração de alginato de sódio de 2%, a concentração de cloreto de cálcio de 0,1 M e o tempo de cura das esferas por 24 h representam as condições de imobilização mais adequadas para a produção de xilitol em hidrolisado hemicelulósico de bagaço de cana-de-açúcar concentrado.
Estudou-se também as variações nos teores de açúcares, ácido acético, furfural e hidróxi-metil-furfural e nos valores de pH e de absorbância a 280 nm ao longo de cada uma das etapas de preparo do meio de fermentação. Os resultados mostraram que o tratamento do hidrolisado por meio da alteração de pH, adição de carvão ativo e autoclavagem não influencia os teores de glicose e xilose. Entretanto, diferentes teores de arabinose e ácido acético, e diferentes valores de pH e de absorbância a 280 nm foram observados ao longo das etapas de preparo do meio de fermentação, em função da velocidade de adição de óxido de cálcio ao hidrolisado. A adição de 0,9 g de CaO / h de tratamento para cada 100 mL de hidrolisado permitiu a obtenção de um hidrolisado límpido, bem como de melhores taxas de conversão de xilose em xilitol e de maior estabilidade do suporte de imobilização.
Após a definição das condições de imobilização e tratamento do hidrolisado, a estabilidade operacional do sistema imobilizado foi avaliada durante a realização de cinco bateladas sucessivas de fermentação. Após a primeira batelada da série de repetições, os valores médios de concentração final de xilitol, eficiência de bioconversão e produtividade volumétrica foram aumentados para 28,4 g/L, 61',5 % e 0,59 g/L.h, respectivamente, sendo os coeficientes de variação relativos à estas determinações inferiores a 2,5 %. Não se verificou nenhuma solubilização das esferas de alginato de cálcio ao final das cinco bateladas de fermentação.

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