| Ano: | 1996 | |||
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| Autor: | PERES, Mauro Pedro | |||
| Orientador: | Herman Jacobus Cornelis Voorwald | |||
| Banca
Examinadora: |
Cosme Roberto M. da Silva | Carlos de M. Neto | João Zanardi Filho | Viktor Pastouhov |
| Resumo: | A
maior parte das peças de aço na indústria aeronáutica
são cadmiadas, para evitar o problema da corrosão e, principalmente,
da corrosão galvânica.
Neste trabalho, é avaliada a influência do tratamento de desidrogenação, realizado após o processo de eletrodeposição de cádmio na resistência à fadiga do aço ABNT 4340 de uso aeronáutico. Este tratamento faz se necessário para retirar o hidrogênio que possa ter penetrado durante o processo de cadmiagem e sua presença pode causar danos irreversíveis. O tratamento de desidrogenação foi realizado em 4 temperaturas e 3 tempos diferentes, respectivamente: 190°C, 230°C, 250°C e 300°C e 3, 8 e 24 horas. Para verificar o comportamento em fadiga deste material foram realizados ensaios de fadiga por flexão rotativa e após os quais, foram traçadas as curvas s - log N (Diagrama de Wohler) e também analisadas as superfícies de fratura, através de microscopia eletrônica de varredura. Foi verificado, também, através da utilização de uma microssonda, a possível difusão de cádmio no material base. Utilizando-se os resultados de fadiga, foram obtidas as equações matemáticas que representam as curvas s - log N, e a melhor condição tempo/temperatura de desidrogenação para o melhor comportamento em fadiga. Das 4 temperaturas e 3 tempos estudados, os melhores resultados foram obtidos para 190°C e tempo de 3 e 8 horas. A maior diferença entre os parâmetros que indicam a resistência à fadiga foi respectivamente para a condição do material base após eletrodeposição de cádmio e desidrogenado a 190°C por 8 horas e 300°C por 24 horas. Isto indica, em termos percentuais, uma pequena diferença na resistência à fadiga do aço ABNT 4340 nas várias condições estudadas. |
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