| Ano: | 1999 | |||||
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| Palavra Chave: | Tântalo | Oligocristalino | Recristalização | Recuperação | Forjamento Rotativo | |
| Autor: | HÚPALO, Márcio Ferreira | |||||
| Orientador: | Hugo Ricardo Z. Sandim | |||||
| Banca
Examinadora: |
Carlos Angelo Nunes | Nelson Batista de Lima | ||||
| Resumo: | Esta dissertação discute os aspectos referentes à recuperação e à recristalização de barras obtidas a partir do forjamento rotativo a frio de um lingote de tântalo de alta pureza fundido por feixe eletrônico. O lingote apresenta grãos colunares e grosseiros, orientados axialmente, e pode ser considerado um material oligocristalino. Amostras forjadas com reduções em áreas nominais iguais a 72, 94% e 99% respectivamente, foram recozidas no intervalo entre 400-1100°C durante 15, 30, 45, 60 e 120 min. O tântalo exibe um perfil de encruamento parabólico. A evolução microestrutural durante a deformação plástica segue o modelo da subdivisão dos grãos. A presença de subgrãos equiaxiais em amostras bastante deformadas indica a ocorrência de recuperação dinâmica a partir de e»4,0. Foram determinadas a natureza das diferentes microestruturas em função dos recozimentos, o tamanho médio de grão recristalizado e as curvas de amolecimento para cada temperatura e deformações utilizadas. Nas amostras recozidas a 1100°C o crescimento de grão apresentou uma cinética quase-parabólica. Heterogeneidades de deformação mostraram-se locais favoráveis à recristalização. Os resultados mostram que a recristalização deste material depende da orientação inicial dos grãos e do tipo de microestrutura desenvolvida durante a deformação. A temperatura do onset da recuperação diminui com o aumento da deformação. Devido à elevada energia da falha de empilhamento, a recuperação predomina no tântalo quando recozido em baixas temperaturas (< 800°C). A distribuição heterogênea da energia armazenada e a forte texturização desenvolvida durante a deformação contribuem decisivamente para determinar a microestrutura do material após o recozimento. No caso das amostras deformadas até 99%, por exemplo, as regiões centrais das amostras sofreram recristalização completa, enquanto que nas bordas uma intensa recuperação da microestrutura parece ter prevalecido. | |||||